Quinta-feira 8 de junho
18:00h
MISTÉRIOS DE LISBOA
(MISTÉRIOS DE LISBOA)
Raúl Ruiz. França, Portugal.
2010. V. O. legendado
Edifici Rialto · Plaça de l'Ajuntament, 17 · E-46002 València · Espanya
Tel. 963 539 300 (oficines) · E-mail: ivac_extension@gva.es
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Sexta-feira 27 filme português no Jardim Botânico
Sexta-feira
27
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19 h
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Saldo Negativo, por Fernando Correia Pina
Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.
É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.
É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.
É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.
É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.
É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.
Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês
e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.
Contribuição de Mercedez Hernández, professora de português. Obrigada!
Fallas de Valência
Explosão de luz, cor e alegria, a grande festa das fogueiras, as Fallas de Valência, remonta aos séculos XIII e XIV, tendo surgido por iniciativa dos grémios profissionais da cidade, nomeadamente o dos carpinteiros, cujos artífices trabalhavam à luz dos candis e das tochas. A chegada dos dias mais longos da primavera, sinal de mudança de ciclo e de renovação, era celebrada pelos jovens com fogueiras que eram acendidas à porta das carpintarias, alimentadas por objetos velhos. Mais tarde, "vestiram" cruzes de pau com roupas e calçado antes de serem atiradas ao fogo, o que deu origem aos ninots, os bonecos que ainda fazem parte das atuais Fallas, agora modelados em cartão e alusivos a personalidades famosas. Progressivamente, foram introduzidos o fogo de artifício e a música e transferiu-se a festa para a véspera do dia de S. José, o patrono da carpintaria, e mais tarde para o dia 19 de junho. Hoje, realiza-se de 12 a 19 de março em vários municípios da comunidade valenciana, para além das mundialmente famosas Fallas de Valência. A confeção das Fallas é realizada durante todo o ano, maioritariamente nas oficinas da Cidade do Artista Fallero, construída para o efeito em Benicalap. A festa é atualmente coordenada pela Junta Central Fallera, que também atribui condecorações aos que se distinguem pelo seu engenho e graça: melhores Fallas, atividade fallera, etc. Os autores dos folhetos com explicação das Fallas editados por cada comissão são também distinguidos com prémios. O melhor ninot de cada Falla é exibido ao público em La Lonja, o qual indulta do fogo um dos ninots, que se conservará depois num museu fallero, juntamente com os ninots indultados de anos anteriores. A primeira exibição do ninot data de 1935 e as Fallas são classificadas por categorias consoante o orçamento de cada uma delas, destacando-se sobretudo as seis que fazem parte da Categoria Especial, lugar de honra no qual têm grande tradição as Fallas de Jordana, Pilar, Mercado, Collado e Convento de Jerusalém. A construção de uma Falla requer do artista contratado para o efeito perícia, arte e graça. As Fallas são individualmente tuteladas pelas respetivas comissões masculina, feminina e infantil, que elegem de entre as suas Fallas a Fallera Mayor, que representará a Falla em todos os atos a que deva assistir e que será a concorrente à Fallera Mayor de Valência, eleita por votação entre todas as candidatas. A apresentação à população é feita tradicionalmente no Teatro Principal durante uma grande festa. As Fallas de Valência movimentam todos os anos cerca de 25 mil homens, quase o mesmo número de mulheres e 50 mil crianças, disparam-se duas mil mascletas, quatrocentos castelos de fogo de artifício e dois mil quilómetros de tracas e atuam trezentas bandas de música com mais de 10 mil músicos. Na construção das Fallas utilizam-se mais de dois milhões de quilos de estuque, quinhentos mil quilos de cartão e grandes quantidades de tinta, barro, madeira, tecidos, pregos, etc. Para além da sua importância na cultura e tradição locais, as Fallas de Valência têm uma grande importância na economia local das populações da comunidade valenciana.
Fallas de Valência. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-03-12].
Fallas de Valência. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-03-12].
A União Europeia: De A a Z: A de Alargamento
Há 27 desde 2007, mas quantos países vão compor a UE de amanhã?
Destaque para as negociações de adesão da Turquia, Croácia e Islândia.
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