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Filme português na filmoteca IVAC

Quinta-feira 8 de junho

18:00h
MISTÉRIOS DE LISBOA
(MISTÉRIOS DE LISBOA)
Raúl Ruiz. França, Portugal.
2010. V. O. legendado


Edifici Rialto · Plaça de l'Ajuntament, 17 · E-46002 València · Espanya
Tel. 963 539 300 (oficines) · E-mail: ivac_extension@gva.es

Sexta-feira 27 filme português no Jardim Botânico

Sexta-feira
27
19 h
Cinema Ciclo "Resistències i dissidències" Minicicle Ciutat Líquida. No cuarto da Vanda, Pedro Costa, Portugal, 2009. 170’ Apresentação por Violeta Martín Núñez (Aula de Cinema de la UV). Aula de Cinema. Lugar Auditori Joan Plaça. Jardí Botànic (Quart, 80). Entrada grátis, aforo limitado.

Saldo Negativo, por Fernando Correia Pina

Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.
É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.
É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.
É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.
É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.
É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.
Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês
e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.
 Contribuição de Mercedez Hernández, professora de português. Obrigada!

Fallas de Valência

Explosão de luz, cor e alegria, a grande festa das fogueiras, as Fallas de Valência, remonta aos séculos XIII e XIV, tendo surgido por iniciativa dos grémios profissionais da cidade, nomeadamente o dos carpinteiros, cujos artífices trabalhavam à luz dos candis e das tochas. A chegada dos dias mais longos da primavera, sinal de mudança de ciclo e de renovação, era celebrada pelos jovens com fogueiras que eram acendidas à porta das carpintarias, alimentadas por objetos velhos. Mais tarde, "vestiram" cruzes de pau com roupas e calçado antes de serem atiradas ao fogo, o que deu origem aos ninots, os bonecos que ainda fazem parte das atuais Fallas, agora modelados em cartão e alusivos a personalidades famosas. Progressivamente, foram introduzidos o fogo de artifício e a música e transferiu-se a festa para a véspera do dia de S. José, o patrono da carpintaria, e mais tarde para o dia 19 de junho. Hoje, realiza-se de 12 a 19 de março em vários municípios da comunidade valenciana, para além das mundialmente famosas Fallas de Valência. A confeção das Fallas é realizada durante todo o ano, maioritariamente nas oficinas da Cidade do Artista Fallero, construída para o efeito em Benicalap. A festa é atualmente coordenada pela Junta Central Fallera, que também atribui condecorações aos que se distinguem pelo seu engenho e graça: melhores Fallas, atividade fallera, etc. Os autores dos folhetos com explicação das Fallas editados por cada comissão são também distinguidos com prémios. O melhor ninot de cada Falla é exibido ao público em La Lonja, o qual indulta do fogo um dos ninots, que se conservará depois num museu fallero, juntamente com os ninots indultados de anos anteriores. A primeira exibição do ninot data de 1935 e as Fallas são classificadas por categorias consoante o orçamento de cada uma delas, destacando-se sobretudo as seis que fazem parte da Categoria Especial, lugar de honra no qual têm grande tradição as Fallas de Jordana, Pilar, Mercado, Collado e Convento de Jerusalém. A construção de uma Falla requer do artista contratado para o efeito perícia, arte e graça. As Fallas são individualmente tuteladas pelas respetivas comissões masculina, feminina e infantil, que elegem de entre as suas Fallas a Fallera Mayor, que representará a Falla em todos os atos a que deva assistir e que será a concorrente à Fallera Mayor de Valência, eleita por votação entre todas as candidatas. A apresentação à população é feita tradicionalmente no Teatro Principal durante uma grande festa. As Fallas de Valência movimentam todos os anos cerca de 25 mil homens, quase o mesmo número de mulheres e 50 mil crianças, disparam-se duas mil mascletas, quatrocentos castelos de fogo de artifício e dois mil quilómetros de tracas e atuam trezentas bandas de música com mais de 10 mil músicos. Na construção das Fallas utilizam-se mais de dois milhões de quilos de estuque, quinhentos mil quilos de cartão e grandes quantidades de tinta, barro, madeira, tecidos, pregos, etc. Para além da sua importância na cultura e tradição locais, as Fallas de Valência têm uma grande importância na economia local das populações da comunidade valenciana.

Fallas de Valência. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2012. [Consult. 2012-03-12].

A União Europeia: De A a Z: A de Alargamento

Há 27 desde 2007, mas quantos países vão compor a UE de amanhã? Destaque para as negociações de adesão da Turquia, Croácia e Islândia.