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domingo, 29 de dezembro de 2013

Pá?!… Eh, pá!… Ó pá!…

 - Eh, pá! Passa-me aí a pá!
- Ó pá, espera!
Nos exemplos anteriores, encontramos:
– Pá, nome feminino – instrumento largo e achatado com cabo; braço de uma hélice, remo, etc.; parte da perna dos animais.
- Pá, interjeição – vocativo empregado na linguagem coloquial.
Tinha o significado de rapaz, amigo, mas passou a ser extensivo à rapariga, sendo utilizado pelos dois géneros – tornou-se um bordão pelo seu uso abusivo.

sábado, 19 de outubro de 2013

Espectáculo Títeres tradicionais do Sul de Portugal (Alentejo) em Valência



BONECOS DE STO. ALEIXO

Teatro La Estrella - SALA CABANYAL, C/Los Angeles 33
Descuento especial alumnos E.O.I (6€)
Sábado 9 noviembre (18h) / Domingo 10 (12h) noviembre

Estes títeres tradicionais do Alentejo parece terem tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome. São títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas diminutos – de vinte a quarenta centímetros.
 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Entre Línguas

'Entre Línguas' é um documentário que mostra como ao longo da raia com Portugal existem cinco territórios que, por diversas circunstâncias históricas, decorrentes de feitos políticos, ficaram do lado espanhol da fronteira. Isto provocou que, nas províncias de Zamora, Salamanca, Cáceres e Badajoz, certas vilas, e até concelhos inteiros, conservassem uns dialetos que, apesar da falta de contato com o resto de falares galegoportugueses, conservem um enorme parecido com estes e em particular com o galego falado atualmente na Galiza.

sábado, 5 de outubro de 2013

Regionalismos do Alentejo em fado corrido



Os falares da vasta região do Alentejo, que ocupa grande parte da metade sul de Portugal, guardam usos característicos que refletem antigas vivências rurais. Do ponto de vista lexical, a riqueza é enorme, como atesta o fado Mestre Alentejano, cantado pelo fadista António Pinto Basto e que aqui se apresenta (letra de João de Vasconcelos e Sá).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Palavras únicas do português

  • chico-esperto used to describe someone who is smart enough to take advantage of situations even if damaging someone else's interests
  • lesma used to characterise someone who is slow at doing things (literally, the name of an animal "slug"
  • coscuvilhice / cusquice gossiping and/or trying to malitiously enter one's privacy to get to know and speculate about private life specially of socialites
  • saudade homesickness, longing, missing, heartache, nostalgia
  • desenrascanço capacity to get oneself out of trouble or one who is clever enough to improvise creative solutions to seemingly impossible situations. The closest English equivalents are the colloquial "hack" or "MacGyver".

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Recital de poesia do poeta português Pedro Mexia em Valência

"A identidade é um equívoco
para camuflar o coração" 


No próximo dia 10 de maio, às 19:00 horas

Na sala S-03 (na cave da Faculdade de Filologia).

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ A MORRER EM ANGOLA?


Artigo de Sérgio Soares
A língua portuguesa está a “baicar” (morrer) em Angola? Para uns a resposta é sim. Para outros está a ser enriquecida com novos termos provenientes da gíria e dos dialectos locais.
Seja como for, já se fala em Angola de forma incompreensível para quem não domine a gíria empregue principalmente pelos jovens.
Apesar de ter muitos “kambas” (amigos) em Angola, o jornalista viu-se a “palar” (a lutar) para perceber o que muitos “avilos” (amigos) lhe diziam, por isso “chichiou boé” (demorou muito) a entendê-los.
Como estava “boereré” de sol (imenso), o “cota” (mais velho em sentido carinhoso e não cronológico) “envergou” umas “mauanas” (óculos) para não dar nenhuma “baçula” (queda).
Assim se fala entre a juventude em Luanda. Utilizando exaustivamente a gíria local ainda mais impenetrável seria a linguagem, o que decerto vedaria a possibilidade de entendimento ao português médio.
O “mano Sérgio” viu que estava a “desconseguir” (não conseguir), apesar de todo o seu “bongue” (charme), “bumbar” (trabalhar) já que era para isso que lá estava.
Como não tinha “kibutos” (mantimentos) para oferecer, alguns “madiés” (tipos) olharam-no com cara de lhe quererem “kafrikar” (tirar) o que levava e chegou a pensar que tinha de andar ao “chuco” (porrada) para conseguir “bazar” (fugir, ir embora) numa “diguela” (boleia).
Apesar de ter entalado o dedo e de lhe ter doído “paka” (bastante) e pensando que o iam “bubular” (matar), ainda teve tempo de olhar para as “duias” ou “garinas” (raparigas) “cheio de poster” (a fazer charme) mas “desconseguiu” de “bumbular” (fazer amor) com elas.
Os “cotas” mais “malaikas” (saloios) disseram que ele era muito “miungueiro” (mulherengo) e que parecia um “cuco” (cubano). Os “sóvias” (soviéticos) ou “cubilhas” (soviéticos) são quase todos “bambis” (feios), disseram-lhe.
Durante o tempo em que lá esteve, o “mano Sérgio” não viu nenhuma “kuarra” (prostituta) na rua e não pôde continuar esta história porque a generalidade das palavras de gíria que recolheu dizem respeito à “shoboita” ou “chuchuta” (sexo feminino) e portanto decidiu que o melhor era parar por aqui.
A língua portuguesa está a “baicar” em Angola?

quarta-feira, 27 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Concerto de Thais Morell na Escola Oficial de Idiomas de Valencia

 THAÏS MORELL
Jueves, 18 de abril, 19.00 horas,Salón de actos de la EOI de Valencia


Thaïs – voz y guitarra
David Gadea – percusión
Ales Cesarini – contrabajo
Andrés Belmonte – flauta y piano

ENTRADA LIBREOrganiza: Departamento de Portugués. EOI de Valencia

terça-feira, 19 de março de 2013

«Em Chipre», e não «no Chipre»

A rigor, o uso do artigo definido com nomes de países ou cidades não se reduz a uma cómoda generalização gramatical. Em vez disso, há grandes tendências e muitas exceções, justificadas pela história feita tradição, como já se tem observado nestas páginas.* Mas parece que a tradição já não é o que era, visto que, a propósito do resgate cipriota, no contexto da crise na União Europeia, os media portugueses dizem e escrevem que tudo se passa «no Chipre». Na realidade, este nome não ocorre com artigo definido, como se verifica na expressão oficial República de Chipre (cf. versão em português do Código de Redação Interinstitucional do Serviço de Publicações da União Europeia). Deve, portanto, falar-se do «resgate de Chipre», e nunca do «resgate "do" Chipre», porque na roleta em que a Europa se transformou não é preciso seguir o exemplo do Mónaco – este, sim, nome usado com artigo definido («o Mónaco»). Sobre este assunto recomendamos a consulta das seguintes respostas: Chipre, "O" Chipre.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Jornadas sobre Fernando Pessoa e o Primeiro Modernismo Português

5 sessões: do dia 7 de fevereiro ao dia 21 de março, às quintas-feiras, das 18h às 20h.
 

Programa

1ª. Sessão (07/02): "O Primeiro Modernismo Português: Contexto
historico-cultural y Protagonistas. Fernando Pessoa e a Heteronímia.

2ª. Sess
ão (14/02): Alberto Caeiro: O poeta da Natureza

3ª. Sess
ão (21/02): Ricardo Reis: o estoico epicurista

4ª. Sess
ão (07/03): Álvaro de Campos: do Sensacionismo e Futurismo ao
desencanto moderno

5ª Sess
ão (21/03):  Mário de Sá-Carneiro: o voo de Ícaro

As Jornadas têm um preço total de 25 Euros.

O lugar de realizaç
ão é a Faculdade de Filologia

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013