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Uma contribuição deliciosa de Onhilda Benitez. Para saborear!

Os dois menores e MELHORES contos de fadas do mundo !!!
1)  Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez uma linda moça que perguntou a um lindo rapaz:
- Você quer casar comigo?
Ele respondeu:  NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, foi viajar, fez compras, conheceu muitos outros rapazes, visitou muitos lugares, foi morar na praia, comprou outro carro, mobiliou sua casa, sempre estava sorrindo e de bom humor, nunca lhe faltava nada, bebia cerveja com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O rapaz ficou barrigudo, careca, o pinto caiu, a bunda murchou, ficou sozinho e pobre, pois não se constrói nada sem uma MULHER.

FIM!!!
(Luís Fernando Veríssimo)


2)  Conto de fadas para mulheres do séc. 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: - Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: - Nem fo...den...do!

 FIM!!!

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Boaventura de Sousa Santos: Um MC cientista

O rap do sociólogo

Sempre teve mão para duas escritas, a científica e a poética. Mas está longe de ser um homem dividido. Antes, multiplicado por diferentes formas de expressão. O poeta Boaventura de Sousa Santos tem publicado regularmente, sobretudo no Brasil

Maria Leonor Nunes e Luís Ricardo Duarte
15:14 Quarta feira, 19 de Jan de 2011
Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos
José Carlos Carvalho
Escrita Inkz (com prefácio de Gilberto Gil) e Janela Presa no Andaime são alguns dos seus livros de poemas, a que em breve irá acrescentar Falta de Ar em Plena Estação. Mas o sociólogo revelou-se recentemente também um rapper, tendo editado no Brasil um livro de letras a que chamou Rap Global. Alguns rappers brasileiros já as musicaram, e ele gostaria que os portugueses fizessem o mesmo.

O RAP é uma outra forma de dar voz às suas preocupações sociais e políticas?
Sim, é isso mesmo. O que nos leva à relação entre a escrita literária e a científica.

Como passa de uma para a outra?
Automaticamente. Estou a trabalhar cientificamente e ao lado vão surgindo coisas que aproveito para a escrita literária. O processo criativo é muito caótico, não há horários nem ideias estanques. Claro que a escrita literária é mais dúctil, pode acontecer em qualquer lado. A científica obriga a um certo aparato, trabalho de campo, computador, alguns livros, etc.

E há relações possíveis entre essas duas escritas?
Um dos meus interesses é a tradução intercultural, no entanto, entre as várias escritas da mesma pessoa, por exemplo, não me parece que seja possível a tradução. A escrita científica tem o seu cânone, embora aceite transgressões. E cada sociólogo tem a sua maneira de escrever, com transgressões dentro de um certo limite e uma conceção de racionalidade que de alguma maneira o coloca no exterior das coisas. No caso da escrita literária, ela também tem os seus cânones, mas distintos.

É mais livre?
A luz interna, a imaginação, a individualidade e a subjetividade são constitutivas da criação e podem transformar um singular num singular concreto, segundo Hegel, isto é, num verdadeiro universal. Um Josef K. pode ser a experiência de um indivíduo mas é também a experiência de uma modernidade europeia no início do sec. XX. A escrita literária tem um registo que dá outra liberdade.

E o que o levou a escrever o seu Rap Global?
É tudo aquilo que não posso dizer cientificamente sobre a modernidade ocidental, a partir de uma perspetiva pós-colonial. Mas posso dizê-lo literariamente. Há uma série de paralelos entre a Gramática do Tempo, sobretudo nos capítulos sobre o pós-colonialismo, e o Queni N.S.L. Oeste [o pseudónimo usado no livro]. São coisas e formas de dizer blasfemas em relação às tradições ocidentais, de Nietzsche a Celan, que eu distorço ludicamente. Conheço bem a tradição ocidental e viro-a por dentro, contra si. O Nietzsche aparece como o criador de gado bravo de Salvaterra para produzir um efeito de desfamiliarização e de refamiliarização já que o touro vira o Untermensch que por vezes  vence o Ubermensch.. Como é que poderia pôr isso num artigo científico? Por isso, usei este artifício que os brasileiros levaram a sério. Na ficha técnica do livro nem aparece o meu nome.

Quem é o rapper que criou?
É o aportuguesamento do grande rapper americano Kanye West, um dos meus grandes ídolos, a par de Jay-Z. Espero que ele não se chateie. Transformei-o num filho de um retornado a viver no Barreiro, a personagem d'A Casa do Rio, do Manuel Rui, grande escritor angolano e grande amigo meu, fomos colegas aqui em Coimbra.

O livro vai ser publicado em Portugal?
Já o mostrei à minha editora, a Afrontamento, e eles ficaram desconcertados. Mas disseram-me que vão publicá-lo. É muito transgressivo. O que tenho preparado agora para sair no Brasil, onde normalmente publico, é outro livro de poemas.

Porquê sempre no Brasil?
Sou mais bem recebido. Aqui é o silêncio.

Sofre da síndrome do Chico Buarque, que por ser bom músico não pode ser bom escritor?
Exatamente. E prejudica-me publicar livros de poesia. Muitos colegas acham que é um embaraço, um cientista social ser também poeta. Mas o que é transgressivo na modernidade ocidental tem de ser marginal. Como digo em A Crítica da Razão Indolente, uma das grandes revoluções da emancipação é pela estética. Penso que hoje temos de ir pelas representações menos poluídas da modernidade. E a arte e a estética foram as menos colonizadas, aquelas a que se deu mais liberdade. O rap acaba por ser a possibilidade de me dar uma dimensão estética e ao mesmo tempo política.

Que não aparece na sua poesia?
Nunca fui capaz de fazer poesia política ou de combate. Pelo contrário, na poesia não procuro nada disso. Sou muito influenciado por Herberto Helder, Ramos Rosa ou Alberto Pimenta, o grande poeta esquecido. Mas tudo o que sai do cânone poético português não é divulgado. E depois ninguém é capaz de imaginar que um cientista social seja um poeta razoável. Toleram-me, pelo silêncio.

Vai publicar algum livro de poesia?
Estou a terminar Falta de Ar em Plena Estação, um livro com dois autorretratos, um deles baseado numa obra do Pedro Cabrita Reis, e um longo poema chamado "Mãe". Tem um caráter mais autobiográfico. Mais tarde sairá um livro de poesia erótica que se vai chamar Volume 8, porque o projeto de investigação da emancipação social teve sete volumes.

O projeto Alice vai dar um bom livro de poemas?
Se o processo criativo continuar. O trabalho burocrático é que mata a poesia. Os livros científicos não faltarão, escritos pelos colaboradores que vou contratar e algum por mim próprio.

ARTE&FACTO - Valência, C/ Pie de la Cruz




Martes 26 de Abril

Falas Português? Especial 25 de Abril

Proyección de la película “ÁLVARO CUNHAL- A VIDA DE UM RESISTENTE”

Documental biográfico de la vida de Álvaro Cunhal desde la dictadura hasta la revolución de los claves. V.O. subtitulada en portugués
 
 

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Proposta de nova actividade no Arte&Facto

"Rascunhos de jornal"- consiste em enviar notícias da imprensa portuguesa para o Arte&Facto e discuti-las  às terças e quintas das 18h às 19h . Actividade a iniciar em Abril.

Programação de Janeiro e Fevereiro - Falas Português - ARTE&FACTO

Enero
Día 18 martes 20:30h
Falas Português?
Manuel de Oliveira, o caso dele. Documental biográfico. VO subtitulada en portugués
 
Día 25 martes 20:30h
Falas Português?
O meu caso. 1986. VO subtitulada en Portugués
 
Día 26 Miércoles 20:00h
Inauguración de exposición artística  de 26 de enero a 28 de febrero
Muestra de los estudiantes del máster de producción artística de la UPV. Un reflexión sobre el barrio de Velluters.
 
Día 29 Sábado 22:00h
Concierto acústico de María del Plata y Manoel Lourenço
Bossa nova & Jazz
 
 
Febrero
Día 1 martes 20:30h
Falas Português?
Non ou a va glória de mandar. 1990. VO subtitulada en portugués

Día 8 martes 20:30h
Falas Português?
O convento.1995 VO subtitulada en Portugués
 
Día 15 martes 20:30h
Falas Português?
Belle Toujours. 2006. VO subtitulada en Portugués
 
Día 18 Viernes 22:30h
Concierto acústico de Varea y el escurridizo
Freak music show
 
Día 22 martes 20:30h
Falas Português?
Um dia na vida de Manoel de Oliveira. Documental.  VO

ARTE&FACTO
Calle Pie de la Cruz nº 8
Valencia

http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

Os livros da Biblioteca Particular de Fernando Pessoa já estão disponíveis gratuitamente online no site da Casa Fernando Pessoa.
Até agora, só uma visita à Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, permitia consultar este acervo que é "riquíssimo", mas com o site, bilingue (português e inglês, e disponível em (http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt ) em
qualquer lugar do mundo,com uma ligação à Internet é possível consultar,página a página, os cerca de 1140 volumes da biblioteca, mais as anotações - incluindo poemas - que Fernando Pessoa foi fazendo nas páginas dos livros.

CINEMA EM DEZEMBRO NO ARTE&FACTO

“Viagem ao principio do mundo” de Manuel de Oliveira



Poster de «Viagem ao Princípio do Mundo»

Sinopse

Um realizador português contrata um actor francês para um filme que vai ser uma co-produção franco-portuguesa. O pai do actor francês, falecido muito jovem, era de origem portuguesa, embora a sua mãe fosse francesa . Durante a rodagem, o actor começa a pensar no seu falecido pai e decide visitar a vila onde ele tinha nascido, na esperança de encontrar a tia ainda viva. O realizador e outros dois actores sugerem acompanhá-lo na viagem, servindo de intérpretes, já que ele não fala português. Durante o caminho, o realizador (Manoel) começa a lembrar-se da sua infância nesta zona de Portugal. É então que menciona uma personagem chamada Pedro Macao, cuja estátua é descoberta junto à berma da estrada e que parece encarnar o destino dos homens na terra: um destino complicado e solitário.Quando chegam à vila, a tia do actor francês parece fria e desconfiada. Está cautelosa quanto a este seu sobrinho há muito desaparecido que nem sequer fala a mesma língua que ela. Também não aceita a presença do realizador nem a dos dois intérpretes que substitui pela sua nora. A tia é tão taciturna que, de forma irritada, o actor francês acaba por puxar as mangas para cima apontando para as veias para lhe explicar que são os dois do mesmo sangue. É nesta altura que Ema - a velha tia - começa a amolecer e os dois tentam lembrar-se o mais possível do pai do actor francês. Discutem também as dificuldades da vida na aldeia e as mudanças avassaladoras que a modernidade tem trazido. Por fim, o sobrinho diz-lhe que gostaria de visitar a campa do seu avô no cemitério local.

ARTE&FACTO

Calle Pie de la Cruz nº 8
Valencia

Filmes portugueses em Novembro no Arte&Facto

MARTES 23
20:00H
FALAS PORTUGUÊS? PELICULA "UMA ABELHA NA CHUVA"
Uma Abelha na Chuva (1971) é um filme português de Fernando Lopes, adaptação do romance homónimo do escritor neo-realista Carlos de Oliveira.
Retrato social típico de um país isolado e pobre, vítima de uma ideologia totalitária. «Um universo rural imobilista e opressivo, quebrado por ausências, desencontros ou silêncios, incidindo sobre um casal – Maria dos Prazeres, Álvaro Silvestre. Relação conjugal de compromisso, que é estilhaçada pelo conflito latente das paixões, fraquezas e desejos recalcados.

MARTES 30
20:30H
FALAS PORTUGUÊS? PELICULA "UM ADEUS PORTUGUÊS"
Realizador: Joao Botelho
Uma história de guerra (África, 1973) e uma história de paz (Portugal, 1985). Em África, durante a guerra colonial, uma patrulha perde-se no mato e um furriel morre, na operação; doze anos depois, em Portugal, a família do furriel - viúva, pais, irmão - reúne-se, em paz.

ACTIVIDADES

Olá pessoal!

Este mês temos muitas actividades. Aqui vai a lista, só para recordar:

19 de Novembro: Concerto de Fados, António Zambujo, 19.30. C.C. Beneficiência, C/ Corona, Valência.

Sala Parpalló: C/ Alboraya: até 11 de Janeiro, exposição “Impressões e comentários: Fotografia contemporânea portuguesa".

28 de Novembro: Ida ao teatro, 18.30, ponto de encontro 18.00 na sala La Estrella do Cabanyal.
 Bonecos de Santo Aleixo, "Auto da Criação do Mundo". Obtemos preço de grupo se formos todos juntos. Por isso inscrevam-se quando forem às aulas de português.

Programação de Outubro: ARTE&FACTO - Valência.

Os filmes começam às 20:30h.
Dia 12

"Aparelho Voador a Baixa Altitude"
(2002 - 80m)


SINOPSE
ADAPTAÇÃO A PARTIR DO CONTO HOMÓNIMO DE J.G. BALLARD O MESMO AUTOR DE IMPÉRIO DO SOL E CRASH
Num futuro próximo, o mundo não é muito diferente do que é hoje, com uma excepção... Há muito poucas pessoas. E nenhuma criança. A raça humana está a caminho da extinção. Por alguma razão as mulheres já não engravidam. As poucas que o conseguem só geram seres mutantes que são imediatamente eliminados pelas autoridades. Judite Foster é fértil: já engravidou por seis vezes. De cada vez, os obrigatórios testes de gravidez mostram que se trata de um mutante e Judite foi forçada a abortar. Agora ela engravida novamente. E pensa - e se os complicados testes que fazem ao feto forem a causa das mutações? Ela e o seu marido, André, fogem da cidade para um hotel numa pequena e decadente estância balnear, na orla do continente, onde não há polícia e não há lei. Lá, Judite fica ao cuidado do enigmático Doutor Gould, que desaparece frequentemente no seu pequeno avião. Onde vai Gould? O que anda a fazer? Os temas do nascimento e da vida, da morte e do futuro misturam-se quando Judite finalmente dá à luz. Só agora Judite e André compreendem que é Gould que detém a chave da sua salvação. Só agora compreendem o significado dos vôos de Gould. A solução é absolutamente estranha e animadora. Um novo mundo está a nascer, e Judite e André têm um papel na sua criação.
Interpretação: Margarida Marinho, Miguel Guilherme, Rui Morrison, Rita Sá, Canto e Castro, Isabel de Castro
Realização: Solveig Nordlund
Argumento: Solveig Nordlund, Colin Tucker, Jeanne Waltz
Fotografia: Acácio de Almeida
Música: Johan Zachrisson
Produção: Filmes do Tejo, Maria João Mayer, François d'Artemare
Co-Produção: Torromfilm, RTP
Apoio financeiro: MC/ICAM, Svenska Filminstitutet
Tradutor: Storyline Audiovisuais Lda.

REALIZADOR
Solveig Nordlund

INTÉRPRETES
Margarida Marinho, Miguel Guilherme, Rui Morrison, Rita Sá, Canto e Castro, Isabel de Castro.

Dia 19

"O Fatalista" (2005 - 98m)
SINOPSE
VENEZA 2005
Selecção Oficial Em Competição
Festivais de Toronto, São Paulo, Sevilha
Filme inteligente e arrojado.
-Mário Jorge Torres, Público
Felicidade contagiante.
-João Mário Grilo, Visão

Aventuras divertidas, vinganças
sentimentais e anedotas surrealistas.

-El País

Tudo o que de bem ou de mal nos acontece "cá em baixo", está escrito "lá em cima". É a frase preferida de Tiago, motorista de condição, para justificar todas as suas surpreendentes acções, quando através de um estranho Portugal conduz o seu patrão na delirante e interminável história dos seus amores.

REALIZADOR
João Botelho

INTÉRPRETES
Rogério Samora, André Gomes, Rita Blanco, Suzana Borges, Patrícia Guerreiro, José Wallenstein, Teresa Madruga, Margarida Vila-Nova, Maria Emília Correia, Adriano Luz, João Baptista, Helena Laureano, Ana Bustorff, Laura Soveral, José Pinto, José Eduardo, Cláudia Teixeira, Miguel Monteiro, Rui Morrison, João Leitão, Carlos Costa, Adelaide de Sousa.

Dia 26

"A Outra Margem" (2007 - 106m)
SINOPSE
// FESTIVAL DOS FILMES DO MUNDO
MONTREAL 2007 //
// SELECÇÃO OFICIAL
Prémio Melhor Actor
(Filipe Duarte & Tomás Almeida) //

// FESTIVAL DE CINEMA
DE GUADALAJARA
Prémio Especial do Juri
Prémio Melhor Actriz
(Maria d'Aires) //

// NOMEAÇÕES
GLOBOS DE OURO SIC
Melhor Filme
Melhor Actor
(Filipe Duarte)
Melhor Actriz
(Maria D'Aires) //
Um Travesti que perdeu o gosto pela vida é confrontado com a alegria de viver de um Adolescente com síndrome de Down.

REALIZADOR
Luís Filipe Rocha

INTÉRPRETES
Filipe Duarte, Maria d'Aires, Tomás Almeida, Horácio Manuel, Sara Graça, Eduardo Silva, João Pedro Vaz, Pompeu José, Teresa Faria, João Tempera, Fernando Santos, Luís Viegas, André Branco, Francisco Brás, Paula Sabino, Gil Alves.

9 de Novembro: Jantar português - cozido à portuguesa.


ARTE&FACTO

Calle Pie de la Cruz nº 8
Valencia

Arte&facto: a conexão portuguesa em Valência.

Boa tarde amigos,

 Hoje teremos uma festa de comemoração do centenário da república: 5 de Outubro às 20.30h no arte&facto.

Espero que possam vir todos para conhecerem a comunidade portuguesa residente em Valencia. E se conhecem algum português, convidem-no!

Não se esqueçam que este evento está aberto a tod@s, podem convidar quem quiserem.
  

ARTE&FACTO

Calle Pie de la Cruz nº 8
Valencia

Centenário da República - 5 de Outubro de 1910


A 5 de Outubro de 2010 celebra-se o primeiro centenário da proclamação da República em Portugal.

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.
A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, a república apresentava-se como a única capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.
Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira.

Bernardo Soares, Livro do Desassossego

Assim expõe Fernando Pessoa a Gaspar Simões, em carta de 28 de Julho de 1932: "o B. S. não é um heterónimo, mas uma personalidade literária"

Em: Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português, Caminho.