Este blogue foi criado para alunos de Língua Portuguesa. Terá novidades, exercícios e curiosidades sobre o mundo lusófono. Os vossos comentários são bem-vindos!
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Boa música em português na véspera do quadragésimo aniversário da Revolução dos Cravos.
Clica aqui para ouvir um programa de rádio com música portuguesa atual e com presença lusófona em Valência.
Apresentação do livro ‘Margeando o caos' do poeta brasileiro Majela Colares.
No dia 11 de abril, em Ca Revolta, poderemos ouvir poesia em língua portuguesa, na sua versão brasileira, com a apresentação do livro ‘Margeando o caos / Vorejant el caos’ do poeta brasileiro Majela Colares.
Tradução de Joan Navarro, poeta y alumno de portugués da EOI de Valência.
Percussão brasileira na EOI, Valência.
Dia 13 de março, às 18h, na Escuela Oficial de Idiomas haverá um espetáculo de percussão brasileira com o grupo TAS-TA!BRASIL. Entrada grátis. Venham curtir um som vindo do Brasil!!
Notícias frescas do rock português.
Desde o "Ar de rock" do Rui Veloso, o considerado pai do rock português aos recentes Deolinda ou Legendary Tiger Man.
Leiam o artigo em espanhol aqui.
E se gosterem de ver séries e quiserem saber mais sobre a geração portuguesa do rock, não deixem de ver "Os Filhos do Rock" que dá na RTP1 e está disponível online.
Pá?!… Eh, pá!… Ó pá!…
- Ó pá, espera!
Nos exemplos anteriores, encontramos:
– Pá, nome feminino – instrumento largo e achatado com cabo; braço de uma hélice, remo, etc.; parte da perna dos animais.
- Pá, interjeição – vocativo empregado na linguagem coloquial.
Tinha o significado de rapaz, amigo, mas passou a ser extensivo à rapariga, sendo utilizado pelos dois géneros – tornou-se um bordão pelo seu uso abusivo.
Espectáculo Títeres tradicionais do Sul de Portugal (Alentejo) em Valência
BONECOS DE STO. ALEIXO
Teatro La
Estrella - SALA CABANYAL, C/Los Angeles 33
Descuento
especial alumnos E.O.I (6€)
Sábado
9 noviembre (18h) / Domingo
10 (12h) noviembre
Estes títeres tradicionais do Alentejo parece terem tido a sua origem na aldeia que lhes deu o nome. São títeres de varão, manipulados por cima, à semelhança das grandes marionetas do Sul de Itália e do Norte da Europa, mas diminutos – de vinte a quarenta centímetros.
Entre Línguas
'Entre Línguas' é um documentário que mostra como ao longo da raia com Portugal existem cinco territórios que, por diversas circunstâncias históricas, decorrentes de feitos políticos, ficaram do lado espanhol da fronteira. Isto provocou que, nas províncias de Zamora, Salamanca, Cáceres e Badajoz, certas vilas, e até concelhos inteiros, conservassem uns dialetos que, apesar da falta de contato com o resto de falares galegoportugueses, conservem um enorme parecido com estes e em particular com o galego falado atualmente na Galiza.
Regionalismos do Alentejo em fado corrido
Os falares da vasta região do Alentejo, que ocupa grande parte da metade sul de Portugal, guardam usos característicos que refletem antigas vivências rurais. Do ponto de vista lexical, a riqueza é enorme, como atesta o fado Mestre Alentejano, cantado pelo fadista António Pinto Basto e que aqui se apresenta (letra de João de Vasconcelos e Sá).
”sexo frágil” ou “sexo forte”?
Haverá valores exclusivamente femininos e valores exclusivamente masculinos? Que fatores poderão ter contribuído para a construção da mulher bela e doce e do homem inteligente, forte e corajoso? E atualmente, que valores se associam às mulheres e aos homens?
Observe criticamente o vídeo (com “olhos de ver”) e redija um comentário, expondo e justificando os seus pontos de vista, recorrendo, sempre que possível, a exemplos concretos.
Observe criticamente o vídeo (com “olhos de ver”) e redija um comentário, expondo e justificando os seus pontos de vista, recorrendo, sempre que possível, a exemplos concretos.
Palavras únicas do português
- chico-esperto used to describe someone who is smart enough to take advantage of situations even if damaging someone else's interests
- lesma used to characterise someone who is slow at doing things (literally, the name of an animal "slug"
- coscuvilhice / cusquice gossiping and/or trying to malitiously enter one's privacy to get to know and speculate about private life specially of socialites
- saudade homesickness, longing, missing, heartache, nostalgia
- desenrascanço capacity to get oneself out of trouble or one who is clever enough to improvise creative solutions to seemingly impossible situations. The closest English equivalents are the colloquial "hack" or "MacGyver".
Recital de poesia do poeta português Pedro Mexia em Valência
"A identidade é um equívoco
para camuflar o coração"
para camuflar o coração"
No próximo dia 10 de maio, às 19:00 horas
Na sala S-03 (na cave da Faculdade de Filologia).
A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ A MORRER EM ANGOLA?
Artigo de
Sérgio Soares
A
língua portuguesa está a “baicar” (morrer) em Angola? Para uns a resposta é
sim. Para outros está a ser enriquecida com novos termos provenientes da gíria
e dos dialectos locais.
Seja
como for, já se fala em Angola de forma incompreensível para quem não domine a
gíria empregue principalmente pelos jovens.
Apesar
de ter muitos “kambas” (amigos) em Angola, o jornalista viu-se a “palar” (a
lutar) para perceber o que muitos “avilos” (amigos) lhe diziam, por isso
“chichiou boé” (demorou muito) a entendê-los.
Como
estava “boereré” de sol (imenso), o “cota” (mais velho em sentido carinhoso e
não cronológico) “envergou” umas “mauanas” (óculos) para não dar nenhuma
“baçula” (queda).
Assim
se fala entre a juventude em Luanda. Utilizando exaustivamente a gíria local
ainda mais impenetrável seria a linguagem, o que decerto vedaria a
possibilidade de entendimento ao português médio.
O
“mano Sérgio” viu que estava a “desconseguir” (não conseguir), apesar de todo o
seu “bongue” (charme), “bumbar” (trabalhar) já que era para isso que lá estava.
Como
não tinha “kibutos” (mantimentos) para oferecer, alguns “madiés” (tipos)
olharam-no com cara de lhe quererem “kafrikar” (tirar) o que levava e chegou a
pensar que tinha de andar ao “chuco” (porrada) para conseguir “bazar” (fugir,
ir embora) numa “diguela” (boleia).
Apesar
de ter entalado o dedo e de lhe ter doído “paka” (bastante) e pensando que o
iam “bubular” (matar), ainda teve tempo de olhar para as “duias” ou “garinas”
(raparigas) “cheio de poster” (a fazer charme) mas “desconseguiu” de “bumbular”
(fazer amor) com elas.
Os
“cotas” mais “malaikas” (saloios) disseram que ele era muito “miungueiro”
(mulherengo) e que parecia um “cuco” (cubano). Os “sóvias” (soviéticos) ou
“cubilhas” (soviéticos) são quase todos “bambis” (feios), disseram-lhe.
Durante
o tempo em que lá esteve, o “mano Sérgio” não viu nenhuma “kuarra” (prostituta)
na rua e não pôde continuar esta história porque a generalidade das palavras de
gíria que recolheu dizem respeito à “shoboita” ou “chuchuta” (sexo feminino) e
portanto decidiu que o melhor era parar por aqui.
A
língua portuguesa está a “baicar” em Angola?
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