Este blogue foi criado para alunos de Língua Portuguesa. Terá novidades, exercícios e curiosidades sobre o mundo lusófono. Os vossos comentários são bem-vindos!
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Viva o Verão! Peste & Sida - Sol da Caparica
Era assim em 1991:
Aki vou eu para a costa , aki vo eu cheio de picaaa! , De Lisboa vo Fujirrr Vo Po Solll Da caparicaaaaa
Descapotável pela ponte o cabelo a voar
o calor abrasador e a pressa de chegar
óculos escuros da rayban e o cantante a partir
a cassete dos ramones para a gente curtir
Aqui vou eu
para a costa
aqui vou eu vou cheio de pica
de Lisboa vou fugir
vou pó sol da caparica
Abancados na esplanada mesmo à beira do mar...
cerveja na mesa para refrescar
ao longo da praia sob o sol de verão...
as miúdas da costa sao uma tentação
por isso vou
para a costa
por isso vou cheio de pica
viro costas a Lisboa
vou pó sol da caparica
e assim vamos gozando as ferias de verão...
tenho o sol da caparica mesmo aqui à mão
Aqui vou eu.uhhhhhhh
aqui vou eu..uhhhhhhhh
de Lisboa vou fugir...vou para o Sol da Caparica
"Sol da Caparica (na minha bicla)" - PESTE & SIDA
Em 2009 os Peste & Sida vão de bicla para o "Sol da Caparica".
Este é o videoclip para uma nova versão do clássico dos Peste & Sida, “Sol da Caparica”. A ideia surgiu no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade de Almada e da inauguração do percurso ciclável ‘Bicla Tejo’, que passou a ligar o Cais Fluvial da Trafaria às praias urbanas da Costa da Caparica.
PORQUE ESTUDAR PORTUGUÊS?
PGL - Alunos/as e ex-alunos/as da Escola Oficial de Idiomas (EOI) de Vila Garcia de Arouça recolhem num vídeo a sua experiência na aprendizagem da língua portuguesa e encorajam para outras pessoas seguirem o mesmo caminho.
Em pouco mais de quatro minutos, as e os participantes nesta peça audiovisual contam qual foi o detonante para começarem a estudar a língua portuguesa, qual o seu vínculo prévio com o idioma ou a cultura portuguesa, e como está a ser a sua experiência.
Em pouco mais de quatro minutos, as e os participantes nesta peça audiovisual contam qual foi o detonante para começarem a estudar a língua portuguesa, qual o seu vínculo prévio com o idioma ou a cultura portuguesa, e como está a ser a sua experiência.
JOGO PORTUGAL-ESPANHA
ARTE&FACTO propõe:
Este miércoles os invitamos a que vengan a ver el partido Portugal- España en arte&facto a las 20:45h.
Tendremos montaditos y una promoción en la carlsberg.
Como de la ultima vez si Portugal gana no os invitaremos a un vaso de vino verde, sino a uno chupito de casalla.
¡Y que gane el mejor!
ARTE&FACTO
Calle Pie de la Cruz nº 8
Valencia
http://maps.google.com/maps/ms?msa=0&msid=102310657014411620964.000487a82145ceaea5b60&hl=es&ie=UTF8&ll=39.473212,-0.380668&spn=0.005781,0.019891&z=16
http://Centroculturalartefacto.blogspot.com
Mail: arte_facto@live.com
Tel. 96 113 36 58
Filmes portugueses no Cinema Jove - Filmoteca de Valência, Junho 2012
"Quando morremos" 20 minutos.
Hoje às 22.30. Sala Rialto
4ª, às 20h. Sala Rialto
"Assunto de família" 12.34 minutos.
Amanhã às 22.30 Sala Rialto
"O sapateiro"(Não tem diálogos) 12 minutos.
4ª às 22.30 Sala Rialto
6ª 18.00. Sala Rialto
Recensão da obra "Materia de Brasil" por Victor Oroval. (turma de NA1, ano 2012)
Elías Serra: Materia de Brasil. La era de Lula vista y vivida por
un español curioso y un poco impertinente.
Alzira, Algar, 2012, 323 p.
Para eu aproximar o leitor a este livro, devo dizer
que tem o feitio de um travelogue ou
diário de viagem, para além de um uademecum
ou manual para o leitor interessado no Brasil.
O autor (Albacete, 1945), professor de literatura,
descreve e comenta, num castelhano florido com ecos da literatura espanhola do
Século de Ouro, facetas do Brasil do presidente Lula (2003-2010). Neste
período, o autor trabalhou como agregado cultural da embaixada da Espanha no Brasil,
país onde ainda mora.
O livro organiza-se em sete capítulos
descabeçados, cada um subdividido em quatro leitmotive: Lula, Salvador (de Bahia, a cidade fulcral laboral do
autor), Geografias e Fábulas domésticas. O capítulo oitavo é uma coda, seguido
de uma bibliografia e um glossário cultural.
Ainda que baseado no nordeste brasileiro, o autor
percorre quase todo o país e introduz-nos na história, cultura e música,
incluindo conceitos básicos para compreender o Brasil popular, tão afastado do
país oficial, p.e. povão, caboclo, caipira, capoeira, fazenda, sertão, favela, garimpeiro,
seringueiro, camelô, catador de lixo, grileiro, doleiro, bicheiro, flanelinha,
torcida, cachaça, perereca (modelo de manipulação idiossincrásica do poder via
uma perversa reductio ad ridiculum)…
A 'impertinência' do autor é de facto uma
apresentação verídica que parte do 'Pare, escute e olhe' (p.9) das passagens de
nível sem barreira dos caminhos-de-ferro portugueses, um contínuo 'dizer a
realidade' (Ll.V. Aracil) do Brasil acima de lugares comuns e miragens, com
ênfase em personagens preocupadas com o Brasil presente e o seu futuro
sustentável mais do que com demagógicos desenvolvimentos milagreiros do jeito
das bolhas do lobby parlamentar, tão conhecidas do 'primeiro mundo' (cf. p.135).
Entre estas personagens destacam os emblemáticos Chico Mendes -assasinado- e
Marina Silva.
Os comentários alternam-se com lembranças-postais
da Espanha da pós-guerra civil, principalmente a do cenário natal manchego do
autor, com alusões a outras partes do seu percurso profissional peninsular,
p.e. ''Você vai ao coração da África e vê que as suas danças são as mesmas que
as de Algemesí, paus e ameaças de mais sem chegar a bater" (p.220, minha
tradução), ''Fortaleza, o paradisíaco
litoral (…) a cidade com um calçadão marítimo em frente de um paredão de prédios
altíssimos, todos veraneantes, que nada têm que invejar a Cullera, por exemplo" (p.244, minha tradução).
Às vezes as descrições lembram o leitor dos
peculiares noticiários brasileiros populistas (p.e. do Fala Brasil da TV
Record), cheios de histórias criminosas distraidoras e inibidoras de uma visão
social crítica para uma ação coerente e justa.
O autor observa na sociedade brasileira o seu jeitinho optimista (quase cósmico
leibniziano), ultra-religioso, sentimental e lacrimófilo, num Brasil que ele
adora e, por isso, também comenta criticamente no desejo férvido que o 'país
emergente' também emerja na educação, nos serviços públicos e sociais, etc.
Fica todo o variado conteúdo do livro por conhecer.
Agora, vá o leitor mas é ler e, se estiver muito impaciente e interessado,
comece com os subcapítulos Lula: La
Perereca, sobre o microcosmo sociopolítico brasileiro, e Salvador: Cervantes, de cara a la pared
sobre a ação cultural da Espanha naquele microcosmo. Você não vai se
arrepender!
A língua portuguesa no mundo
Língua materna
Língua oficial e administrativa
Língua cultural ou secundária
Minorias falantes do português
Crioulo de base portuguesa
Filme português na filmoteca IVAC
Quinta-feira 8 de junho
18:00h
MISTÉRIOS DE LISBOA
(MISTÉRIOS DE LISBOA)
Raúl Ruiz. França, Portugal.
2010. V. O. legendado
Edifici Rialto · Plaça de l'Ajuntament, 17 · E-46002 València · Espanya
Tel. 963 539 300 (oficines) · E-mail: ivac_extension@gva.es
18:00h
MISTÉRIOS DE LISBOA
(MISTÉRIOS DE LISBOA)
Raúl Ruiz. França, Portugal.
2010. V. O. legendado
Edifici Rialto · Plaça de l'Ajuntament, 17 · E-46002 València · Espanya
Tel. 963 539 300 (oficines) · E-mail: ivac_extension@gva.es
CURSOS E VIAGENS DE APRENDIZAGEM!
CURSOS:
- EM CABO VERDE, CABO VERDE EXPERIÊNCIA CRIOULA: http://fazconsultora.com/faz/pt/faz-turismo-e-formacion/fazbox-cultural-travels/
- ON-LINE, EM LINHA DESDE CASA:
- FALARMOS BRASIL E ESCREVER COM NH: http://falarmos.com/
- NO PORTO OU CHAVES, OS APORTO: http://www.aporto.org/?page_id=26
Sexta-feira 27 filme português no Jardim Botânico
Sexta-feira
27
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19 h
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Saldo Negativo, por Fernando Correia Pina
Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.
É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.
É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.
É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.
É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.
É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.
Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês
e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.
Contribuição de Mercedez Hernández, professora de português. Obrigada!
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