Este blogue foi criado para alunos de Língua Portuguesa. Terá novidades, exercícios e curiosidades sobre o mundo lusófono. Os vossos comentários são bem-vindos!
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Regionalismos do Alentejo em fado corrido
Os falares da vasta região do Alentejo, que ocupa grande parte da metade sul de Portugal, guardam usos característicos que refletem antigas vivências rurais. Do ponto de vista lexical, a riqueza é enorme, como atesta o fado Mestre Alentejano, cantado pelo fadista António Pinto Basto e que aqui se apresenta (letra de João de Vasconcelos e Sá).
”sexo frágil” ou “sexo forte”?
Haverá valores exclusivamente femininos e valores exclusivamente masculinos? Que fatores poderão ter contribuído para a construção da mulher bela e doce e do homem inteligente, forte e corajoso? E atualmente, que valores se associam às mulheres e aos homens?
Observe criticamente o vídeo (com “olhos de ver”) e redija um comentário, expondo e justificando os seus pontos de vista, recorrendo, sempre que possível, a exemplos concretos.
Observe criticamente o vídeo (com “olhos de ver”) e redija um comentário, expondo e justificando os seus pontos de vista, recorrendo, sempre que possível, a exemplos concretos.
Palavras únicas do português
- chico-esperto used to describe someone who is smart enough to take advantage of situations even if damaging someone else's interests
- lesma used to characterise someone who is slow at doing things (literally, the name of an animal "slug"
- coscuvilhice / cusquice gossiping and/or trying to malitiously enter one's privacy to get to know and speculate about private life specially of socialites
- saudade homesickness, longing, missing, heartache, nostalgia
- desenrascanço capacity to get oneself out of trouble or one who is clever enough to improvise creative solutions to seemingly impossible situations. The closest English equivalents are the colloquial "hack" or "MacGyver".
Recital de poesia do poeta português Pedro Mexia em Valência
"A identidade é um equívoco
para camuflar o coração"
para camuflar o coração"
No próximo dia 10 de maio, às 19:00 horas
Na sala S-03 (na cave da Faculdade de Filologia).
A LÍNGUA PORTUGUESA ESTÁ A MORRER EM ANGOLA?
Artigo de
Sérgio Soares
A
língua portuguesa está a “baicar” (morrer) em Angola? Para uns a resposta é
sim. Para outros está a ser enriquecida com novos termos provenientes da gíria
e dos dialectos locais.
Seja
como for, já se fala em Angola de forma incompreensível para quem não domine a
gíria empregue principalmente pelos jovens.
Apesar
de ter muitos “kambas” (amigos) em Angola, o jornalista viu-se a “palar” (a
lutar) para perceber o que muitos “avilos” (amigos) lhe diziam, por isso
“chichiou boé” (demorou muito) a entendê-los.
Como
estava “boereré” de sol (imenso), o “cota” (mais velho em sentido carinhoso e
não cronológico) “envergou” umas “mauanas” (óculos) para não dar nenhuma
“baçula” (queda).
Assim
se fala entre a juventude em Luanda. Utilizando exaustivamente a gíria local
ainda mais impenetrável seria a linguagem, o que decerto vedaria a
possibilidade de entendimento ao português médio.
O
“mano Sérgio” viu que estava a “desconseguir” (não conseguir), apesar de todo o
seu “bongue” (charme), “bumbar” (trabalhar) já que era para isso que lá estava.
Como
não tinha “kibutos” (mantimentos) para oferecer, alguns “madiés” (tipos)
olharam-no com cara de lhe quererem “kafrikar” (tirar) o que levava e chegou a
pensar que tinha de andar ao “chuco” (porrada) para conseguir “bazar” (fugir,
ir embora) numa “diguela” (boleia).
Apesar
de ter entalado o dedo e de lhe ter doído “paka” (bastante) e pensando que o
iam “bubular” (matar), ainda teve tempo de olhar para as “duias” ou “garinas”
(raparigas) “cheio de poster” (a fazer charme) mas “desconseguiu” de “bumbular”
(fazer amor) com elas.
Os
“cotas” mais “malaikas” (saloios) disseram que ele era muito “miungueiro”
(mulherengo) e que parecia um “cuco” (cubano). Os “sóvias” (soviéticos) ou
“cubilhas” (soviéticos) são quase todos “bambis” (feios), disseram-lhe.
Durante
o tempo em que lá esteve, o “mano Sérgio” não viu nenhuma “kuarra” (prostituta)
na rua e não pôde continuar esta história porque a generalidade das palavras de
gíria que recolheu dizem respeito à “shoboita” ou “chuchuta” (sexo feminino) e
portanto decidiu que o melhor era parar por aqui.
A
língua portuguesa está a “baicar” em Angola?
Concerto de Thais Morell na Escola Oficial de Idiomas de Valencia
THAÏS MORELL
Jueves, 18 de abril, 19.00 horas,Salón de actos de la EOI de Valencia

Thaïs – voz y guitarra
David Gadea – percusión
Ales Cesarini – contrabajo
Andrés Belmonte – flauta y piano
ENTRADA LIBREOrganiza: Departamento de Portugués. EOI de Valencia
Jueves, 18 de abril, 19.00 horas,Salón de actos de la EOI de Valencia
Thaïs – voz y guitarra
David Gadea – percusión
Ales Cesarini – contrabajo
Andrés Belmonte – flauta y piano
ENTRADA LIBREOrganiza: Departamento de Portugués. EOI de Valencia
«Em Chipre», e não «no Chipre»
A rigor, o uso do artigo definido com nomes de países ou cidades não se reduz a uma cómoda generalização gramatical. Em vez disso, há grandes tendências e muitas exceções, justificadas pela história feita tradição, como já se tem observado nestas páginas.*
Mas parece que a tradição já não é o que era, visto que, a propósito do resgate cipriota, no contexto da crise na União Europeia, os media portugueses dizem e escrevem que tudo se passa «no Chipre». Na realidade, este nome não ocorre com artigo definido, como se verifica na expressão oficial República de Chipre (cf. versão em português do Código de Redação Interinstitucional do Serviço de Publicações da União Europeia). Deve, portanto, falar-se do «resgate de Chipre», e nunca do «resgate "do" Chipre», porque na roleta em que a Europa se transformou não é preciso seguir o exemplo do Mónaco – este, sim, nome usado com artigo definido («o Mónaco»).
Sobre este assunto recomendamos a consulta das seguintes respostas: Chipre, "O" Chipre.
Jornadas sobre Fernando Pessoa e o Primeiro Modernismo Português
5 sessões: do dia 7 de fevereiro ao dia 21 de março, às quintas-feiras, das 18h às 20h.
Programa
1ª. Sessão (07/02): "O Primeiro Modernismo Português: Contexto
historico-cultural y Protagonistas. Fernando Pessoa e a Heteronímia.
2ª. Sessão (14/02): Alberto Caeiro: O poeta da Natureza
3ª. Sessão (21/02): Ricardo Reis: o estoico epicurista
4ª. Sessão (07/03): Álvaro de Campos: do Sensacionismo e Futurismo ao
desencanto moderno
5ª Sessão (21/03): Mário de Sá-Carneiro: o voo de Ícaro
As Jornadas têm um preço total de 25 Euros.
O lugar de realização é a Faculdade de Filologia
Programa
1ª. Sessão (07/02): "O Primeiro Modernismo Português: Contexto
historico-cultural y Protagonistas. Fernando Pessoa e a Heteronímia.
2ª. Sessão (14/02): Alberto Caeiro: O poeta da Natureza
3ª. Sessão (21/02): Ricardo Reis: o estoico epicurista
4ª. Sessão (07/03): Álvaro de Campos: do Sensacionismo e Futurismo ao
desencanto moderno
5ª Sessão (21/03): Mário de Sá-Carneiro: o voo de Ícaro
As Jornadas têm um preço total de 25 Euros.
O lugar de realização é a Faculdade de Filologia
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