ÆMINIUM
A João Rasteiro
Aquell
indret inexistent. L’espai primer. Als llindars dels temps. On la
matèria esdevingué matèria. Aquella substància alè, ulls, respiració de
pensament, el primer tacte, la primera arruga, superfície llisa, crosta
humida: aigua de memòria. Aquella primera mirada sobre el turó. Vora les
aigües mòbils. Les aigües que floten vora les pedres. Vora les terres,
les pregàries, les muralles aixecades i enderrocades. La saviesa daurada
que alça el vol al cim del tossal. El lament, quan es fa fosc, de la
guitarra, el buit del so i de la veu, les passes damunt l’empedrat cap
amunt, cap amunt, cap amunt. Els vents com ganivets pels carrerons, per
les ciutats de la ciutat: Æminium. Conímbriga. Coïmbra. Aquell espai
primordial.
Joan Navarro, “El plom de l’ham”, Edicions 62, 2014.
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ÆMINIUM // A João Rasteiro // Aquele lugar inexistente. O espaço
primeiro. Nos limiares dos tempos. Onde a matéria tornou-se matéria.
Aquela substância fôlego, olhos, respiração de pensamento, o primeiro
tato, a primeira ruga, superfície lisa, crosta húmida: água de memória.
Aquele primeiro olhar sobre o outeiro. Junto às águas móveis. As águas
que flutuam junto às pedras. Junto às terras, as preces, as muralhas
levantadas e derrubadas. A sabedoria dourada que levanta voo acima do
cerro. O lamento, quando se faz noite, da guitarra, o oco do som e da
voz, os passos sobre o empedrado para o alto, para o alto, para o alto.
Os ventos como facas pelas ruelas, pelas cidades da cidade: Æminium.
Conímbriga. Coimbra. Aquele espaço primordial.
Este blogue foi criado para alunos de Língua Portuguesa. Terá novidades, exercícios e curiosidades sobre o mundo lusófono. Os vossos comentários são bem-vindos!
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Portugal - Um paraíso à beira-mar, documentário da TVE.
São 56 minutos de imagens belíssimas de Portugal. Começa no Algarve, segue para o Norte, Alentejo, Centro e Lisboa. Um excelente trabalho da televisão espanhola.
Localidades/minutos:
Ponte Lima 9,00 / Douro 13 / Porto 15 / Alentejo 22 / Évora 22,41 / Marvão 25,57 /Castelo Vide 26,55 / Costa Alentejo 28 / Alcácer 29 / Aveiro 30 / Viseu 33 / Museu Grão Vasco 34 / Coimbra 35,50 / Termas Monfortinho 40,47 / Monsanto 41,57 / Penha Garcia 42,45 / Batalha 44,26 / Sintra 46 / Torre Belém 48,16 / Pastéis Belém 53,15 / BºAlto 53,58 / Cabo Roca 56, 07.
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22 de dezembro, às 18.30 no bar da EOI
UM NATAL MUITO DOCE
III EDIÇÃO
III EDIÇÃO
Prepara um prato e vem partilhar connosco. Não te esqueças de te inscrever com a tua professora.
FECHA: 22/12/2016 HORA: 18.30H – 20.30H Bar EOI
Doçaria da Lusofonia.
Portugal – Brasil –
Cabo Verde – São Tomé e Príncipe – Angola – Moçambique
– Guiné-Bissau – Macau – Timor-LesteTabacaria, Fernando Pessoa
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Resumo das grandes obras da literatura portuguesa por Ricardo Araújo Pereira: “Os Maias” e “Lusíadas”
“Os Maias” de Eça de Queirós (para quem não gosta de ler ou não tem tempo)
Era uma vez um gajo chamado Carlos, que vivia numa casa tão grande que levava p’raí umas vinte páginas a dizer como é que era. Quem gosta de imobiliário, tem aqui um petisco, porque aquilo tem ...(continuar)
Era uma vez um gajo chamado Carlos, que vivia numa casa tão grande que levava p’raí umas vinte páginas a dizer como é que era. Quem gosta de imobiliário, tem aqui um petisco, porque aquilo tem ...(continuar)
Parabéns a Rosa Porcar que escreveu o seu primeiro poema em língua portuguesa. Esperemos que seja o primeiro de tantos outros futuros.
AMOR VERDADEIRO
Como rio sem água
Como dia sem luz
Sinto-me
Quando não estás tu
Como noite sem estrelas
Como lua nova
Sinto-me
Quando não estás tu
Como bosque sem árvores
Como rosas sem cores
Sinto-me
Quando não estás tu
Sem vida, nem morte
Com o coração nas mãos
Fico
Quando não estás tu
Venho dizer-te que não tenho medo
O amor é forte
Quando é verdadeiro
Venho pedir-te que não tenhas medo
Nosso amor é intenso
Porque é verdadeiro.
Poesía Completa de Fernando Pessoa en portugués y castellano
Aqui vai uma prendinha de Natal para os leitores da grande poesia portuguesa.
Cliquem aqui para descarregar a obra de Fernando Pessoa.
Cliquem aqui para descarregar a obra de Fernando Pessoa.
Provérbios do mês que hoje começa
DEZEMBRO
Ande o frio por onde andar, no Natal cá vem parar.
Dezembro frio, calor no Estio.
Ande o frio por onde andar, no Natal há-de chegar.
Depois do Natal, saltinho de pardal.
Em Dezembro, treme o frio em cada membro.
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